Enquanto é ainda relativamente desconhecida da maioria do
mundo ocidental, a arte shotacon e lolicon às vezes é criticada por ter uma
moral equivalente à pornografia infantil. Porém, a maioria dos fãs de shotacon
discordam, dizendo que esta é uma forma de expressão artística que supre uma
audiência completamente diferente à de adultos atraídos por garotos jovens, ou
que isso serve como uma alternativa a atual pornografia infantil ou a relações
ilegais para aqueles que as fazem. Como garotos são, estereotipadamente,
interessados em sexo em uma idade mais tenra que as garotas, o shotacon é
geralmente mais bem recebido e menos estigmatizado que sua contraparte
feminina. É freqüentemente utilizado como um gênero de comédia para difundir
potenciais controvérsias. Além disso, muitos dos fãs masculinos de mangá e
anime desfrutam de temas moderados de shotacon como uma forma de desejo
contido, devido ao uso de mulheres mais velhas e atrativas em posição sexual dominante,
ou como instrutora. Alguns sentem que isso compensa o estereótipo feminino
natural dos temas de hentai, que idealiza as bishojo (garotas bonitas) e
retrata os homens como parceiros agressivos.
Importante ressaltar ainda que, ainda que os aficcionados do
gênero critiquem o fato, pela atual lei brasileira mesmo a simples posse de
material shotacon de conotação sexual explícita indiscutivelmente constitui
crime de pedofilia (Arts. 241-A e 241-C, ECA - Lei 8.069/90), sendo a
divulgação ou venda condutas mais graves do mesmo crime.